domingo, 4 de dezembro de 2011

Alexandre Herchcovitch


Alexandre Herchcovitch nasceu e cresceu na metrópole de São Paulo, no seio da comunidade judaica ortodoxa da capital paulistana.
Seu contato com o mundo da moda começou desde cedo em sua vida, com o convívio com sua mãe Regina, que o ensinou princípios básicos de costura. Aos dez anos, dava palpites sobre as roupas que a mãe, dona de uma pequena confecção de lingeries, vestia. Com a ajuda da mãe, aprendeu a trabalhar os ofícios da costura, trabalhando com a tesoura, agulha e linha.
Em 1993, aos 22 anos, Herchcovitch concluiu a faculdade de Moda,na Faculdade Santa Marcelina, e obteve sucesso em seu desfile de formatura.
Além da moda, o estilista é um personagem da noite paulistana. Atua como DJ em diversas festas no Brasil (destancando os clubs D-Edge – noite On The Rocks, Glória – noite Alelux, Ultralounge – noite Delight), tocando hits dos anos 80 e 90. Fez pequenas aparições na TV, como uma pequena participação na novela da TV Globo “Desejos de Mulher”, em 2002.
Moda, estilo e design




Sua trajetória na moda brasileira foi construída em pouco mais de dez anos de carreira, sendo que a marca e o estilista Alexandre Herchcovitch obtiveram uma grande repercusão e reputação no mundo da moda brasileira e internacional.
O estilista paulistano Alexandre Herchcovitch cria anualmente oito coleções para a própria marca, criações de produtos licenciados para diversas empresas, desfiles anuais na célebre Semana Prêt-à-porter de Paris, na Semana da Moda – 7th on Sixth, em Nova York, e duas vezes por ano no São Paulo Fashion Week.
Em 2002, Herchcovitch assumiu a direção de criação da Cori, com a missão de rejuvenescer a clássica grife, que, com uma nova cara, ingressou no São Paulo Fashion Week.
O estilista assumiu em 2006 a direção da Faculdade de Moda da FMU, em São Paulo. E ainda lançou recentemente um concurso de modelos, na tentativa encontrar alguém que representasse a “beleza brasileira”.





Isso tudo sem contar a diversidade de produtos que tem criado em parceria com grandes marcas: calçados para a Democrata, jóias para a Dryzun, meias e cuecas para a Lupo, fundos de tela de telefones celulares para a Motorola, sandálias para a Melissa e cadernos para a Tilibra, entre outros.
Herchcovitch também trabalhou na Zoomp e na Ellus. Atualmente, tem quatro lojas próprias, desenha modelos exclusivos em seu ateliê, exporta a linha jeanswear para os Estados Unidos e Reino Unido.
Em Outubro de 2007, estreou como jurado do programa Brazil’s Next Top Model do canal a cabo Sony. No programa, ele concedia dicas de moda e julgava as aspirantes a modelo.
No final de 2007, Herchcovitch encerrou seu contrato com a Cori e voltou para a Zoomp, apresentando sua coleção de reestréia no SPFW outono inverno 2008. Hercovitch é hoje diretor de criação do SENAC.


Lino Villaventura


Foi um dos primeiros estilistas brasileiros a voltar os olhos para o mercado internacional. Em 1989, já com pouco mais de dez anos de carreira e referência na moda brasileira, o paraense, então radicado no Ceará, foi convidado pelo Itamaraty para representar o Brasil em uma feira internacional em Osaka, no Japão, a "World Trade Fashion”.
Além do prestígio no mundo da moda, o trabalho de Lino começava a ser reconhecido nas artes plásticas também. Em 1988, o Stedelijk Museum, de Amsterdã, havia arrematado um vídeo com o registro das criações do estilista.
E em 1995, os trabalhos de Lino integraram a exposição "Art do Wear - Lunst als Kleidung", na Alemanha. Participou, ainda, da exposição "A Arte do Brasil em Beirute", no Museu Sursoak, no Líbano.
Em 1996, quando foi lançado o Morumbi Fashion Brasil, embrião do São Paulo Fashion Week, Lino integrou a primeira equipe de estilistas que desfilaram. E até hoje, lança coleções nas duas edições anuais do evento.















O estilista tem como parceira a mulher Inez Villaventura, produz as criações em uma fábrica própria. E vende em lojas Lino Villaventura de São Paulo e Fortaleza e em multimarcas de Brasília, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre.
Também faz roupas sob encomenda. Apesar do público predominantemente feminino, veste homens também. As criações primam pela mistura de materiais diversos como escamas de peixe desidratadas, borrachas,
couro de cabra, palha de buriti, rendas, musselines e tafetás.
Outra faceta do trabalho do estilista é como figurista. Entre outros, atuou no filme "Bocage, O Triunfo do Amor", de Djalma Limongi
Batista, e da peça "Dorotéia, Uma Farsa Irresponsável em Três Atos", de Nelson Rodrigues, que lhe valeu uma indicação ao Prêmio Shell de Teatro de 1996.

Jum Nakao




É estilista e diretor de criação, brasileiro e neto de japoneses. Vive na cidade de São Paulo onde se localiza seu ateliê. Inicialmente acreditava que o suporte do seu trabalho poderia ser a eletrônica e a computação, mas abandona esse setor por considerar os estudos extremamente distantes do olhar humano.
Foi na moda que Jum percebeu a possibilidade desta aproximação e inicia sua formação em 1984 através do CIT – Coordenação Industrial Textil – onde tem os primeiros contatos com profissionais da área, entre eles as professoras Vera Lígia P. Gilbert e Marie Ruckie.
Em 1988 cursa licenciatura em Artes Plásticas na Faculdade Armando Álvares Penteado e em 1989 faz extensão universitária em História da Vestimenta no Instituto de Museologia de São Paulo e História da Moda com a Professora Serafina Borges do Amaral no SENAC.
Em 1996 é considerado a grande revelação da 6a Edição do Phytoervas Fashion e passa a ocupar o cargo de Diretor de Estilo de uma das maiores empresas de moda do Brasil, a ZOOMP, onde permanece por seis anos.
É convidado pela Du Pont em 2002 para ser o estilista parceiro no Projeto Internacional Hotel Lycra. Em 2003, ineditamente um trabalho de moda faz parte de uma Mostra de Arte e Fotografia – Imagética – onde um espaço de honra é destinado para uma instalação que narra o processo de uma de suas coleções - Tributo a Brothers Quay.
Os trabalhos realizados na área de artes gráficas pelo studio de design Lobo – books: Future Kitsch e Tributo a Brothers Quay – arrebatam prêmios e citações internacionais como: The One Show (EUA), “How Design” (EUA), “Creative Review” (Inglaterra) e ADG (Brasil).
Em 2004 o Banco do Brasil solicita uma campanha para estreitar elos com arte, moda, cinema e dança. Participam deste projeto diretores de arte, fotografia, publicidade e companhias de dança. Jum Nakao é o estilista convidado para Design de Conceito e Figurinos. No mesmo ano assina contrato como diretor Criativo de uma das mais tradicionais empresas de moda feminina: VIVAVIDA.
Pela primeira vez na história, em 2004 a NIKE, gigante do segmento esportivo e vestuário – maior faturamento global – estabelece mundialmente um contrato com um designer para uma linha premium: JUM NAKAO for NIKE. É convidado ainda pela FAAP, ABIT e MASP para ser o Mentor Criativo do projeto: Instituto Brasil de Arte e Moda. Realiza em junho de 2004, no São Paulo Fashion Week, uma performance em que, ao final do desfile, modelos rasgaram elaboradas roupas feitas de papel vegetal confeccionadas em mais de 700 horas de trabalho. Logo após o desfile, participa da Mostra “arte e mercado” na Galeria Vermelho, em São Paulo, com a obra “fonte dos desejos”. Em 2005, a convite do diretor Luiz Fernando Carvalho, o estilista participa da microssérie Hoje é dia de Maria , da Tv Globo, respondendo pela concepção e criação de uma corte real.
No mesmo ano, Jum lança, no calendário geral do São Paulo Fashion Week, o livro e documentário A Costura do invisível, realizados a partir de referências do desfile de verão 2004, editado pelas Editoras SENAC. Em junho de 2005, desfila e expõe em Paris na Galeries Lafayette nas comemorações do ano do Brasil na França. Na comemoração de dez anos de moda no Brasil, através do São Paulo Fashion Week, seu trabalho “a costura do invisível” é homenageado como o desfile da década. Em agosto de 2005, ineditamente, Moda passa a fazer parte das Mostras Culturais do SESC e Jum Nakao é convidado para a concepção e realização da exposição “Conflitos e Caminhos”. Em 2005 passa a assinar as coleções do tenista Guga Kuerten.
Em parceria com a Curtlo lança em 2006 uma coleção de bolsas: Curtlo por Jum Nakao que é selecionada para a I Bienal Brasileira de Design. É convidado em janeiro de 2006 pela curadora internacional Anne Zazzo do Galliera, Fashion Museum of Paris, para participar da Mostra Internacional dos mais representativos trabalhos de Moda de todo o século XX até hoje. Em julho de 2006 lança a coleção OXTO – JUM NAKAO. Realiza em 2006 a direção criativa da ópera Kseni de Jocy de Oliveira. A convite do Museu de Arte Brasileira concebe o espaço cenográfico da exposições GRAN SERA e PERCURSOS.
Expõe no MON – Museu Oscar Niemeyer – em Curitiba a instalação REVOLVER em maio de 2007. Sua obra integra em outubro de 2007 a exposição Design Brasileiro – Uma mudança do olhar realizada no Palácio do Itamaraty. Em 2007 assume a direção criativa da NUTRISPORT. Participa em novembro de 2007 da mostra Moradias Transitórias no Museu Nacional com a obra Paisagem Urbana. Ainda em novembro de 2007 integra a Mostra SESC de Artes Circulações – Molina Remix com a instalação O que os olhos não vêem. Em 2008 é convidado para participar do Festival Bienal de Artes da Nova Zelândia com a exposição The Enchanted World of Jum Nakao na celebração de aniversário do The New Dowse Museum. Em 2008 é selecionado pela curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tokyo, Yuko Hasegawa, para integrar a exposição quando vidas se tornam forma: dialogo com o futuro - Brasil-Japão. Expõe em 2008 no Festival della Creatività em Firenze.
















Jum realiza diversas palestras e workshops pelo país e no exterior sobre o processo criativo. Em sua produção, Jum Nakao é capaz de conciliar os recursos da tecnologia digital à sofisticação de peças únicas confeccionadas à mão, como o encontro em clima de suspense e contos de fadas, da elaborada moda do século XIX com o universo lúdico dos bonecos playmobil. Como disse um dia Lautréamont, o que depois virou um slogan surrealista, “Belo como o encontro entre uma máquina de costura e um guarda-chuva sobre uma mesa de dissecação”. Dissecando o mundo, Jum Nakao costura o imprevisível.




Leopoldo Nóbrega


Nascido em 1977 em Recife – PE, iniciou suas
experiências plásticas em meados dos anos 80
com diversos materiais: metal, couro,
concreto, resina e cerâmica.

A partir de 1989, define-se como um
“Multiartista patriota e dedicado”, expondo
em exposições individuais e coletivas no Recife
e em cidades próximas.





Artista plástico | Ceramista | Estilista |
Cenógrafo | Consultor de moda e mercado

Em 1995, resolve inserir a moda em suas
pesquisas plásticas e consolida um estilo
artesanal experimental para uma Moda de
Conceitos.


Melk Z-da



Formado em artes plásticas pela UFPE.

Começou a carreira em 2004, quando ganhou o
concurso Recife Fashion, sua cidade natal e onde
vive até hoje.

Em 2005 realizou seu primeiro desfile no Fashion
Rio.

Em 2007 participou como estilista convidado do
desfile do SIMM - Salón Internacional de la Moda
de Madrid.

Considera-se um criador em constante construção e
acredita na moda autoral como forma de
expressão.
Seu grande prazer é esculpir tecidos por meio de modelagens elaboradas, recortes e interferências. As matérias-primas são modificadas em seu ateliê e se transformam em texturas exclusivas.




Principais características: new romantic, com
peças ousadas, cheias de drapeados e babados.
Referências artesanais em releituras
contemporâneas.

Suas coleções e períodos respectivamente são:

Inverno 2010 - Carpintaria
Verão 2010 - A queima-roupa
Inverno 2009 - A hora do chá
Verão 2009 - Eu amo demais
Inverno 2008 - A noiva cadáver
Verão 2008 - Origens
Inverno 2007 - Karumi
Verão 2007 - Expressões
Inverno 2006 - Jardim Secreto 



Imagens da coleção- Carpintaria 2010









Xuxuca Pacheco



Começou a gostar de costura aos 13 anos,
imitando sua mãe, no interior de PE.

Não desenha a roupa antes de criar e
trabalha com produtos e peças recicláveis;

Suas roupas são peças únicas e de boa
qualidade;

Cada roupa demora no mínimo seis horas
para ser terminada;

Moda pernambucana: “é em grande parte,
cópia da do sul e somente uma minoria cria
seu próprio estilo.



Eduardo Ferreira



O mais experiente dos estilistas locais e carrega até
hoje as influências culturais da sua época de
infância.  
Eduardo desenvolveu seu interesse estético pela
moda sem deixar de lado suas raízes.

Dos 14 aos 18 anos, trabalhou como arte-educador em algumas comunidades do Recife e, aos 20, viajou para o Rio de Janeiro, onde foi assistente de figurino da novela Carmem, da Rede Manchete.

O uso da renda renascença nas suas criações é
uma constante, quase uma assinatura.

Há oito anos, atua em parceria com rendeiras de Pesqueira, Jataúba e Poção, no Agreste do Estado, onde cria os motivos e tramas da renda, além de tingir e rebordar manualmente todas as peças.

No início da década de 90 assinou o figurino da banda Mundo Livre e descobriu o conceito de brasilidade que tanto buscava para suas roupas após assistir a um show de
Chico Science e Nação Zumbi.

Para ele, o Movimento Mangue Beat foi um "divisor de águas na sua carreira.”

Seu trabalho já foi visto nos principais eventos de moda do país e é conhecido em várias partes do mundo.



Abaixo alguns croquis que ele fez para o são João 2011.