domingo, 4 de dezembro de 2011

Lino Villaventura


Foi um dos primeiros estilistas brasileiros a voltar os olhos para o mercado internacional. Em 1989, já com pouco mais de dez anos de carreira e referência na moda brasileira, o paraense, então radicado no Ceará, foi convidado pelo Itamaraty para representar o Brasil em uma feira internacional em Osaka, no Japão, a "World Trade Fashion”.
Além do prestígio no mundo da moda, o trabalho de Lino começava a ser reconhecido nas artes plásticas também. Em 1988, o Stedelijk Museum, de Amsterdã, havia arrematado um vídeo com o registro das criações do estilista.
E em 1995, os trabalhos de Lino integraram a exposição "Art do Wear - Lunst als Kleidung", na Alemanha. Participou, ainda, da exposição "A Arte do Brasil em Beirute", no Museu Sursoak, no Líbano.
Em 1996, quando foi lançado o Morumbi Fashion Brasil, embrião do São Paulo Fashion Week, Lino integrou a primeira equipe de estilistas que desfilaram. E até hoje, lança coleções nas duas edições anuais do evento.















O estilista tem como parceira a mulher Inez Villaventura, produz as criações em uma fábrica própria. E vende em lojas Lino Villaventura de São Paulo e Fortaleza e em multimarcas de Brasília, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre.
Também faz roupas sob encomenda. Apesar do público predominantemente feminino, veste homens também. As criações primam pela mistura de materiais diversos como escamas de peixe desidratadas, borrachas,
couro de cabra, palha de buriti, rendas, musselines e tafetás.
Outra faceta do trabalho do estilista é como figurista. Entre outros, atuou no filme "Bocage, O Triunfo do Amor", de Djalma Limongi
Batista, e da peça "Dorotéia, Uma Farsa Irresponsável em Três Atos", de Nelson Rodrigues, que lhe valeu uma indicação ao Prêmio Shell de Teatro de 1996.

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