domingo, 4 de dezembro de 2011

Claude Montana





Citado como o Rei das Ombreiras Claude Montana é um dos estilistas mais importantes dos anos 1980 que, junto com Thierry Mugler, redefiniu a silhueta feminina nas passarelas parisienses. Sua grife foi criada em 1979, mas somente na década seguinte teve sucesso absoluto.



Sua marca registrada era os ombros super marcados e a cintura fina e seguem como fonte de inspiração para vários estilistas contemporâneos.







Montana combinava retro e futurismo em plena década de 80, suas silhuetas não estruturados e ombros largos marcaram espaço ao lado de Thierry Mugler e Azzedine Alaia.



A década de 1980 mudou os significados e a representação social de masculinidade e feminilidade e Claude Montana brincava com os limites do conceito de feminilidade, criando uma imagem completamente diferente das mulheres.





Em 1990 Montana começou a enfrentar problemas financeiros, após a venda da griffe, Claude Montana fez seu último desfile em 2002 e está afastado da moda desde então.


Quem não conhece bem seu trabalho vai ter a chance de conferir tudo num livro que será lançado na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos em breve. São 192 páginas, escritas em parceria com a jornalista Marielle Cro, e com fotos de Tyen e Paolo Roversi, entrevistas com modelos, editoras e outros estilistas da época. Montana fez seu último desfile em 2002 e está afastado da moda desde então.


Isabela Capeto











Desenvolvendo uma moda feminina artesanal e ao mesmo tempo urbana, a carioca Isabela Capeto conquistou um espaço entre a juventude dita descolada e alternativa do eixo Rio-São Paulo.

Em 1990, a estilista estudou moda em Florença, na Itália, e, de volta ao Brasil, trabalhou por uma década nas grifes Maria Bonita, Maria Bonita Extra e Leny.

Há dois anos, alçou vôo solo e lançou a marca Ateliê Ibô. Na infância, Isabela era chamada pelos amigos de Isabô, e esse chegou a ser o nome do ateliê logo que ela abriu.A estréia de sua marca nas passarelas aconteceu na edição de lançamento das coleções de inverno do Fashion Rio de 2004. O delicado desfile, ao som de harpas e com um cenário de fachadas de casinhas tipicamente brasileiras, agradou público e crítica.

Em uma ascensão meteórica, a Isabela estreou logo em seguida no São Paulo Fashion Week, lançando a coleção de verão 2004-2005. No desfile, inspirou-se em um livro de fotos dos africanos originários de Mali Seydou Keïta e Malick Sidibê, que retrataram o cotidiano da região nos anos 60. Assim, usou batas, babados e miçangas. Juntou a essas influências um ar urbano, com grafismos e silks.

A loja e showroom do Ateliê Ibô fica em um antigo predinho da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro. Lá podem ser encontradas peças únicas, com aplicações de flores bordadas em jaquetas, calças e saias.

A marca também é vendida nas lojas Clube Chocolate do Rio e de São Paulo e em multimarcas espalhadas pelo Brasil. A cantora Preta Gil, a apresentadora Marina Person e a relações-públicas Alice Ferraz são algumas das celebridades que vestem as criações de Isabela Capeto.












Verão 2008






Inverno 2009






























Jean-Charles de Castelbajac





Jean Charles de Castelbajac, também conhecido pela sigla JC/DC é o designer de moda – e também de móveis – é apontado pelo influente site de tendências WGSN como a mais importante referência à pop art na moda. Castelbajac que faz roupas super despojadas, cheias de cores e de humor, roupas que são quase figurinos. Já desfilou coleções inspiradas em Mickey Mouse, Lego e Muppets. Usa elementos totalmente inesperados, fazendo com que as modelos vistam de cubos mágicos a castelinhos de reis e rainhas. Duas das suas coleções mais famosas são as roupas que foram para a passarela em 2009 com os Muppets e a coleção inspirada no mundo das pecinhas Lego. Este estilista é mestre no quesito inovação. Já vestiu celebridades como Madonna, Mia, Lady Gaga e Katy Perry, entre outras.


Jean-Charles de Castelbajac nasceu em 28 de novembro de 1949 em Casablanca, no Marrocos. Filho de Louis e Jean-Blanche, Marqueses de Castelbajac, na França.


Com 5 anos seus pais, preocupados com sua educação, o enviaram para o colégio militar de Mesnières-en- Bray, na França.


Órfão de pai aos 15 anos, sua mãe mudou sozinha com sua família para França e abriu uma pequena empresa em Limoges.


Na época, o jovem Jean Charles, que era arqueólogo, começou a criar pequenos croquis, e em maio de 1968 tornou-se diretor artístico da empresa.


Com 18 anos, Jean-Charles de Castelbajac conheceu o artista plástico dadaísta Raoul Hausmann e começou a se interessar por arte. Em 1968, rebatizou a fábrica Ko and Co e criou sua primeira coleção.


Em 1969, seu primeiro desfile de moda revelou um estilo infantil, o universo da infância foi sempre uma importante fonte de inspiração para o estilista. O estilista utilizou retalho de panos, toalhas plásticas e tecidos de camuflagem. Suas criações foram solicitadas pelas boutiques da moda na época. Para a Ko and Co, recrutou nesse mesmo ano Kenzo e Chantal Thomas, ainda desconhecidos pelo grande público.






Em 1970, fez sua primeira capa da revista ELLE e criou figurinos para o teatro. Também foi em 1970 que conheceu o jornalista Jean-François Bizot e o artista e escritor Roland Topor.


Jean-Charles continuou seu trabalho artístico com a criação dos seus vestidos, suas roupas com tamanhos desproporcionais, chamadas de "roupas Gulliver" pela imprensa.




Em 2004, abriu seu atelier e sua nova loja conceito com a colaboração de Christian Ghion, em Paris e realizou seu primeiro curta-metragem Hôtel Kittyfornia com Mareva Galanter.




Jean-Charles de Castelbajac é famoso por misturar elementos não muito convencionais em suas criações. Tais como desenhos animados e personalidades como estampas e brinquedos lego para compôr peças. Este último já foi usado por will.i.am. Ano passado, com todo o começo da era The Beginning e referências, will usou um boné de lego da coleção Primavera 2009 de JCDC para ir ao AMA 2010.







 

Hanae Mori




Hanae Mori estudou Literatura japonesa em Tokyo Christian Mulher University. Após seu casamento, ela começou a estudar design, e em 1951 abriu seu primeiro estúdio em Tóquio. Logo, ela envolveu-se na crescente indústria do cinema do pós-guerra japonês e figurinos para mais de cem filmes.
Em 1965, ela apresentou sua primeira coleção no exterior, em Nova York, que foi aclamado como "East meets West". Lojas de prestígio como a Neiman Marcus, Bergdorf Goodman e Magnin I. reconhecida a individualidade de seus projetos e ordenou que ela se veste. Em 1975, ela apresentou sua coleção em Paris, onde em 1977 ela abriu sua Maison Haute Couture. Ela foi o único estilista asiático a ser admitido como membro da La Chambre Syndicale de la Couture Parisienne por 27 anos. 












Madame Mori realizações incluem figurinos para a ópera "Madame Butterfly" no La Scala em Milão em 1985, para "Elektra" no Festival de Salzburgo 1996, e para "Arabella" no NOVO TEATRO NACIONAL TÓQUIO, em 2010. Ela também desenhou os figurinos para Paris Opera Ballet de "Cinderela", dirigido por Rudolf Nureyev em 1986.

Ela foi nomeada a "Legião Officier de la d'Honneur" na França, em 2002, e recebeu a "Ordem da Cultura" no Japão em 1996.
 
                                                   




                                                                      
                                               
Sua assinatura e inspiração sempre foram as borboletas.



Mesmo depois de aposentada Hanae Mori ainda é tida como uma grande inspiração, servindo de modelo para vários estilistas que pretendem subir na vida. Sem dúvida ela é uma das maiores mulheres japonesas, e dificilmente haverá outra estilista mulher tão importante para o Japão como ela é.
    





 

Issey Miyake




Issey Miyake nasceu em de 22 abril de 1938 em Hiroshima, Japão. Atraído pelo design, estudou artes gráficas na Tama Art University de Tóquio de 1959 a 1964.


Depois da apresentação da sua primeira coleção, A Poem of Cloth and Stone, em 1963, foi para Paris. Lá recebeu seu diploma pela Chambre Syndicale de la Haute Couture de Paris em 1966.


Talentoso, Issey Miyake, completou sua formação com
Givenchy e Guy Laroche.


Em 1969, Miyake passou por Nova York. De volta a Tóquio e influenciado por suas experiências em grandes marcas, criou a
Issey Miyake Design Studio, sua própria marca.


Em 1971, apresentou sua nova coleção inovadora e original em Tóquio e em Nova York simultaneamente.


Tecidos japoneses com cortes ocidentais para seu primeiro desfile em Paris, em 1973.

Foi um dos primeiros criadores do país do sol nascente a desfilar na Europa.


Seu estilo minimalista se inscreveu na tendência "less is more". Com seu talento inventivo, Issey Miyake transformou-se em referência por causa da sua técnica dos " plissados ".







Em 1993 lançou a linha Pleats Please com cortes extremamente simples. O estilista ganhou fama no desfile A-POC (A Pièce Of Cloth).), as roupas eram confeccionadas em um mesmo tecido.







Em 1999 depois de apresentar sua última coleção, Issey Miyake cedeu discretamente seu lugar para seu assistente, Naoki Takizawa. Antes da sua partida lançou o delicioso perfume "L'eau d'Issey " com o frasco desenhado pelo próprio estilista.



Afastado, mas sempre em atividade, se dedicou à pesquisa dos tecidos e das técnicas que seriam tendências da moda.



Em 2005, recebeu o Praemium Imperial, uma das mais altas condecorações japonesas. No mesmo ano, suas criações foram expostas no Centro Georges Pompidou em Paris, ao lado de artistas contemporâneos, na exposição Big Bang. Issey foi o único estilista convidado.


Em 2006: recebeu o Kyoto Prize 2006 por "sua contribuição para o desenvolvimento de uma moda inovadora graças ao encontro da cultura oriental e ocidental, assim como, a utilização de uma tecnologia de ponta".


Em 2007, Issey Miyake inaugurou sua fundação, " o centro 21-21 "desenhado pelo arquiteto Tadao Ando e cujo teto se parece com duas asas gigantes. Para o criador, o espaço tem como vocação ser um lugar "onde as pessoas sejam levadas a refletir sobre temas simples e dividir idéias e questionamentos". Em 2008, apresentou sua primeira exposição "O homem do século XXI " totalmente concebida à partir de materiais reciclados, o estilista nos lembrou com humildade que não somos muita coisa e que o consumismo desenfreado dos recursos e a falta e respeito pelo nosso meio-ambiente faz com que todos saiam perdendo.





Jean Paul Gaultier




Jean Paul Gaultier nasceu em 24 de abril de 1952 em Arcueil (região parisiense) de pai contador e mãe vigia. Criança solitária e sonhadora, ele foi criado por sua avó, uma excelente costureira que o ensinou a manejar a agulha. A lenda conta que foi chafurdando nos baús de sua avó que o estilista descobriu seus primeiros tesouros fashion, especialmente os espartilhos. O jovem Jean-Paul também se entretém criando roupas, casaquinhos, blazers e pijamas para seu urso de pelúcia.





No dia em que completa 18 anos, ele começa a enviar esboços à casa Pierre Cardin, o que dura alguns meses. Depois, faz uma breve passagem em 1971 na Jacques Estérel. No mesmo ano, ele entra na Jean Patou onde fica dois anos ajudando Michel Gomez e Angelo Tarlazzi. Ele finalmente entra em 1974 para a
Pierre Cardin como designer de coleções destinadas ao mercado americano e parte para trabalhar nas Filipinas.





Em 1976, Jean-Paul Gaultier abre sua Casa de Costura e lança sua primeira coleção feminina. Seu método de "mix-match" é inaugurado com a apresentação de saias de bailarina associados à jaquetas de motoqueiro. Infelizmente, seu desfile não alcança o sucesso esperado. A marca japonesa Kashiyama pede a ele que assine uma coleção, que será, esta, bem acolhida.





É justamente nos anos 80 que começa a se fazer conhecer graças à sua moda de tendências que vão contra a corrente. Ele explora sua admiração pela época de ouro da alta costura dos anos 30-50. Depois a moderniza com um estilo punk bem anos 70.





O ano de 1983 marca a chegada dos "clássicos" de Gaultier, como o da moda Boy Toy ("homem objeto"), e da marinha. No ano seguinte, ele reinterpreta as formas femininas na coleção "Barbés" de inverno de 1984, com extravagantes bustiês de seios cônicos, de onde um modelo foi adotado mais tarde por
Madonna. Depois, ele explora o estilo andrógino em 1985 com sua linha "Une garde-robe pour deux". No mesmo ano, ele veste Sheila para sua apresentação no Zénith.





Ele trabalha depois com sua visão do chique parisiense, uma composição entre periferia e aristocracia. Assim, em sua coleção de 1988, ele acessoriza cortes clássicos de boinas e xales. Vanguardista e provocador, ele implode os códigos por vezes rígidos do gurda roupas masculino com suas criações iconoclastas: a saia masculina, o espartilho vestido sobre as roupas, meias com tatuagens impressas.



No começo dos anos 90, ele anima a célebre emissão de tv "Eurotrash". Desenha as roupas de Madonna para sua turnê "Blonde Ambition" de 1990, um espartilho rosa salmão com o qual ganha reconhecimento internacional.







Depois, lança em 1995 o perfume "Mâle", viril e embalado em sua célebre latinha. Em 1998, ele cria Junior Gaultier, depois substituida ppor JPG. Ele cria roupas para vários filmes: "O quinto elemento" de Luc Besson, "O cozinheiro, O ladrão, sua mulher e o amante" de Peter Greenaway.





Seus primeiros esboços dentro da alta-costura com sua linha "Gaultier Paris" em 1997 são também parabenizadas por seus colegas. Em 1999 ele é nomeado diretor artístico da casa Hermès. Em 2004, organiza a exposição "Pain Couture" na Fundação Cartier de Paris: trata-se de uma linha de roupas feitas de pão. No mesmo ano, foi nomeado como "Best designer international".






Donna Karan






Estilista norte-americana, nasceu em 1948, em Nova Iorque, com o nome de Donna Faske. Donna, que era filha de uma manequim e de um vendedor de roupa, desde muito cedo se interessou pela moda. Ainda durante o liceu teve um trabalho de verão como estagiária da estilista Liz Clairborne.
Depois de ter frequentado uma escola de design em Nova Iorque, foi trabalhar com Anne Klein, confecionando roupa desportiva de preços acessíveis. Com apenas 23 anos, já era sócia da casa Anne Klein, onde desempenhava a função de desenhadora. O seu trabalho na Anne Klein tornou-se ainda mais importante quando a fundadora morreu em 1974. A partir dessa altura, Donna passou a partilhar com Louis Dell'Olio a responsabilidade de desenhar as coleções da etiqueta Anne Klein.
Dez anos mais tarde, Donna, com a ajuda do marido, resolveu criar a sua própria marca e assim apareceu a Donna Karan New York que apresentou as primeiras coleções em 1985. As roupas da Donna Karan combinavam cortes elaborados com outros de estilos mais desportivos, de modo a serem, simultaneamente, práticas e luxuosas.
Logo nesse ano, Donna Karan foi nomeada como melhor estilista pelo Conselho dos Desenhadores de Moda da América, feito que repetiu em 1990. As suas criações foram muito elogiadas e atingiram grandes vendas em todo o mundo, principalmente porque as roupas se destinavam a mulheres comuns.
Entretanto, em 1988, lançou a linha DKNY, menos dispendiosa e destinada a um público mais jovem, que foi feita a pensar na filha da própria estilista. Donna reparou que as raparigas mais jovens também gostariam de vestir roupas com estilo e desse modo começou a confecioná-las a preços mais acessíveis.
Donna Karan baseou o seu sucesso no jeito para desenhar roupas confortáveis mas com estilo e também na sua propensão para o negócio, já que se revelou uma excelente empresária, que nunca teve medo de arriscar.
A sua empresa, com mais de 2000 trabalhadores, teve sede em Nova Iorque durante muitos anos e lojas um pouco por todo o mundo, produzindo roupa de homem, jeans, acessórios, perfumes e cosméticos. No ano 2001, a casa Donna Karan foi vendida à LVMH (Louis Vuitton Möet Hennessy), que decidiu mudar a empresa para Itália.

Imagens de 2010




Imagens de 2011








Cosmético e Perfume